Sensibilidade artística é expressar como um fio invisível que se conecta tudo o que você faz. Na música, nos sentimos atraídos por trilhas de filmes e animações porque elas constroem emoções contínuas, ambientes sonoros que abraçam. Ao mesmo tempo, quando me desafio com as harmonias sofisticadas da MPB e da bossa nova, entendo que emoção profunda nasce do equilíbrio entre sentimento e estrutura. Tocamos para sentir e para compreender.
Na arte visual, crio amor pelo desenho para carregar algo essencial: a crença de que imaginar é um ato de liberdade. Traços que não querem apenas ser vistos; eles querem ser habitados. Essa mesma vontade se estende ao software, aos jogos e às narrativas. Criar um card game ou uma animação não é só realizar um projeto é construir um universo consistente, com regras, estética, som e alma.
O que realmente move é o desejo de oferecer às pessoas um lugar para voltar. Um mundos que não querem gritar nem competir; eles querem acolher. Onde provocar emoções envolventes, despertar paixão silenciosa e criar experiências que relaxam, confortam e convidam o público a retornar como quem revisita um lar imaginário sempre que a vida pede pausa.
Criar lugares emocionais.
Com a música revela um espírito atento aos detalhes e à emoção profunda. Trilhas de filmes e animações tocam porque contam histórias sem pedir permissão às palavras. Na arte visual, carrego um olhar infantil no melhor sentido: aquele que sabe que desenhar é abrir espaço para o impossível. Para mim, a arte não serve só para representar o mundo, mas para inventar novos.
